PROJETO                Ajitama Ramen Bistro

LOCALIZAÇÃO      Avenida Duque de Loulé, 36 – 1050-091 Lisboa – Portugal

ANO                        2019

ÁREA                       120 m2

PROGRAMA           Restauração

STATUS                   Construído

CLIENTE                  Parallelmarathon

EQUIPA                   Filipa Castelão, Jorge Castelão, Teresa Sampaio e João Ferreira

FOTOGRAFIA         Fernando Guerra – Últimas Reportagens

 

O Ajitama Ramen Bistro é um restaurante fruto do sonho e ambição de dois amigos apaixonados por este prato tradicional japonês. Depois da sua passagem pelo Japão, a sua longa amizade foi reforçada por esta paixão, a busca do mais autêntico ramen de Lisboa. Ao contrário de muitos países da Europa, o Ramen em Portugal, era até há uns anos um conceito desconhecido. Os dois amigos não ficando satisfeitos com a oferta existente, decidiram aventurar-se no seu próprio projeto.

Ajitama (味たま) é o nome que, em japonês, se dá aos ovos meio cozidos (soft boiled) que ficam várias horas a marinar num caldo caseiro e constituem o remate icónico do ramen, a derradeira refeição de conforto preferida dos japoneses. Este prato consiste na combinação perfeita de um caldo complexo, noodles de massa fresca e uma série de toppings variados com níveis elevados de Umami, terminado com o ovo que o torna uma iguaria sublime.

O espaço onde se instalou o restaurante encontra-se num edifício totalmente reabilitado, num quarteirão do início do século XX, marcado por um eixo de grande afluência, entre escritórios e avenidas largas, ocupa uma posição de destaque numa bela esquina.

Quando a JCFS é desafiada a desenvolver o projeto para o restaurante, o ovo – “o Ajitama”, está presente em tudo o que é o mais belo, saboroso e memorável e que conservamos na memória ao comer o ramen destes amigos, constituindo-se como elemento gerador de toda a construção da ideia para este lugar.

A partir deste momento era necessário idealizar um espaço que nos transportasse para um ambiente japonês. Desta forma recorremos a uma materialidade que nos remete para uma envolvente oriental, as treliças que constroem este símbolo representam a determinação, o rigor, e a organização do povo nipónico. Assim surge uma enorme instalação iluminada do teto que define o espaço, enquadrada pelos planos do pavimento e das paredes de forma muito simples. A repetição e interpretação do gesto do ovo é projetada nestas instalações, balcão, casas de banho… O resultado é um misto de sensações em que os Neons da fachada nos transportam para as loucas ruas de Tokyo, a madeira suspensa, esculpida em forma de ovo confere uma leveza ao espaço, deixando-nos a sensação de não ter fim e em que o céu não tem limite, o balcão faz-nos lembrar a refeição japonesa no seu habitat natural em que visualizamos o chefe a cozinhar a bela iguaria.

Jogando com a dualidade entre o cru/tradicional e o refinado, a tradição oriental e a representação ocidental, a JCFS introduz um cruzamento entre um restaurante que se pretende rápido, eficiente, prático e o dinner upscale, confortável e memorável.