PROJETO: Ilha da Ciência

LOCALIZAÇÃO: Kaunas – Lituânia

ANO: 2016

ÁREA: 14.250m2

PROGRAMA: Centro Nacional da Ciência e inovação da Lituânia em Kaunas

ESTADO: Competição

CLIENTE: Município de Kaunas

EQUIPA: Jorge Castelão, Filipa Castelão, Catarina Crespo e Diego Sequeira

ESSENCIAL: Vemos este novo centro, como um local da maior importância para a cidade, reconhecendo o seu posicionamento como um dos edifícios landmarks, bem como um espaço público dramático que incorpora a integração do ser humano, da tecnologia, da arte e da identidade da cidade, enquanto sinergicamente se mistura com a natureza circundante, empurrando assim Kaunas na direção ambicionada, crescendo rapidamente como centro de inovação e de novo pensamento.

Compreendido na ilha de Nemuno, o National Science and Innovation Centre of Lithuania, Science Island surge como um elemento esculpido e torcido pelo vento, águas e que germina da terra, como uma raiz torcida, alicerçando a natureza e a tecnologia à mistura entre identidade local, arte e cultura. O edifício atua como uma forma de energia natural que se eleva da terra e se mistura num remoinho mágico, com o local, as suas raízes, o desejado progresso e a inovação.

A escolha do local é o resultado das confluências da ilha, na qual pensamos ser necessário criar um novo polo de atração por oposição à Arena Žalgiris existente. Assim a ligação central, entre as duas margens, tendo em consideração a nova ponte pedonal vinda do centro de congressos e a ponte pedonal Norte existente, resultam no local escolhido.

O percurso inicia-se ao cruzarmos a ponte de Mickevičiaus g. onde o objeto sinuoso de arquitetura envolto pela atmosfera da ilha se começa a destacar na nébula verdejante.

Para atenuar o volume indispensável para o programa, a forma arquitetónica é uma continuação natural do ambiente, transformando-se gradualmente em paisagem. A fachada curvilínea suaviza os limites do edifício e controla todas as forças de torsão e rotação.

À chegada espera-nos uma grande praça pública exterior que nos leva a explorar caminhos esculpidos na fachada e a subir como se estivéssemos a escalar a topografia local. Esta aproximação enfatiza assim, a participação e interação do público no Centro Ciência.

No topo da rampa de entrada o visitante encontra-se no centro da ação e descobre um espaço de atuação aberto ao exterior que serve como uma plataforma de observação para os visitantes com vista panorâmica do centro histórico de Kaunas e a beleza da ilha.

Ao ingressar no hall de entrada, os visitantes são recebidos com a simples opulência de luz natural que tem origem em grandes paredes de vidro transparente que envolvem o grande lobby, conectando visualmente o interior curvilíneo com a fachada exterior. O átrio é definido por paredes de madeira que envolvem suavemente o visitante, como a textura de uma raiz, quente, apelando à permanência e interactividade. Este espaço é ainda marcado, por uma grande rampa que liga os espaços públicos, sendo ela própria atriz de boas vindas do Museu. A cobertura deste espaço, toda em vidro cristalino com uma estrutura leve, avança sobre o hall de entrada de uma forma muito suave.

Como todo o edifício, as galerias revelam a organicidade da arquitetura, apresentando-se como um espaço flexível de movimentação entre os vários espaços de exposições. As áreas do pessoal são claramente separadas das áreas públicas, bem como as respectivas circulações.

Construtivamente o edifício será uma estrutura mista de betão armado e ferro, revestido por pedra, alumínio, vidro e ainda por cobertura vegetal. Ao nível da Arquitetura o edifício está estruturado para acolher as várias instalações técnicas necessárias.